Uma das principais características do autismo é a dificuldade em interagir, em manter relações sociais. Logo, por que querermos tanto que a criança autista interaja conosco? Não seria melhor entrarmos “no mundo dela” e procurarmos entender por que está tão bom ali, para enfim a resgatarmos para outra atividade?

Os autistas vivem sim, como todos dizem, “no mundo deles”, mas não é fato que não consigam sair dessa situação e cabe a nós auxiliar. A proposta é olhar para onde a criança estiver focando a sua atenção, reproduzir os mesmos gestos e sons que estiverem executando, dar funções ou significados para tais movimentos até que o autista o perceba e, neste momento, aproveitar a oportunidade para convidá-lo a brincar.

A brincadeira é difícil de acontecer, entretanto, muito importante no desenvolvimento de linguagem destas crianças. Durante “o brincar” a criança desenvolve o simbolismo, que é a capacidade de imaginar, e a troca de turno, que é o saber compartilhar. 

Sugestões: pegue caixinhas de fósforo vazias e estimule-o a brincar fingindo que são carrinhos. Reproduzam juntos o som do carro e soltem a imaginação para passear em ruas inventadas. Se assim não der, apenas empilhe as caixinhas e, junto com a criança, invente uma nova brincadeira. A bola também é sempre uma aliada para facilitar a interação com crianças de qualquer idade!

Não importa qual material irão utilizar e nem se utilizarão o próprio corpo para estabelecer uma interação. O importante é facilitar a brincadeira com a criança autista, permitindo a mesma a usufruir dos benefícios que “o brincar” pode oferecer ao seu desenvolvimento global.